“Vocês me mataram também”, diz mulher de homem morto em acidente na L4.

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“Vocês me mataram também”, diz mulher de homem morto em acidente na L4

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Reprodução/Facebook

“Não são advogados e bombeiros. Até os depoimentos de ontem, eu achava que eram pessoas que cometeram um erro. Agora sei que são monstros. Eraldo e Noé, olhem-se no espelho e vejam a monstruosidade que vive dentro de vocês”. O relato, carregado de emoção, é de Fabrícia de Oliveira Gouveia, mulher de Ricardo Clemente Cayres, morto durante um racha na L4 Sul, no domingo (30). A mãe dele, Cleusa Maria Cayres também morreu na tragédia.

Fabricia Gouveia escreveu sobre a tragédia em seu Facebook. “Ver o carro que a gente usava para ir ao trabalho, para dar carona a pessoas queridas, para ir a casa dos nossos amados, para transportar nossos cachorros… ver esse carro destruído é como ver meu coração destroçado nesse asfalto”, lamentou. “Nada nesse mundo vai trazer meu marido e minha sogra de volta, mas vou fazer o impossível para que vocês nunca mais machuquem ninguém. São três assassinatos na conta de vocês. Vocês me mataram também”, completou a revisora.

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O Ford Fiesta, vítima da tragédia, era ocupado por Elberton Silva Quintão, 37 anos, Osvaldo Clemente Cayres, 72, Cleusa Maria Cayres, 69, e Ricardo Clemente Cayres, 46. Os dois últimos morreram no local. A família seguia na L4 Sul, sentido Zoológico, quando foi atingida. O automóvel saiu da pista, bateu em uma árvore e capotou.

Antes de perder o controle, o Fiesta colidiu com um Jetta dirigido por Eraldo Cavalcante, que prestou depoimento por cerca de duas horas na 1ª DP (Asa Sul). Ele admitiu ter tomado “uma lata de cerveja” no começo da tarde, mas negou estar em alta velocidade. “Ele disse que, quando mudou da faixa do meio para a da esquerda, não percebeu a freada do Fiesta e não conseguiu frear a tempo”, disse o delegado João Ataliba.

“Não vou dizer o tamanho da minha dor porque nem eu mesma sei. Estou sem chão, sem ar para respirar, sem forças sequer para abraçar as dezenas de amigos que fazem de tudo para me sustentar em pé. Levei 38 anos da minha vida esperando o meu Ri. Ele foi preparado para mim. Vivi com ele uma breve história de 10 anos. Em questão de minutos, ele foi tirado de mim”, escreveu Fabrícia na rede social.

“Mas ele não era um qualquer. Ele e minha sogra não vão virar estatística. Vou fazer o que estiver ao meu alcance para que esses assassinos tenham a pena que merecem”, encerrou.

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