Taxa de desemprego no Brasil chega a 13,8%, a maior desde 2012

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Cerca de 13,1 milhões de brasileiros estão na fila do emprego, aumento de 4,5% em relação ao ano passado

VALDECIR GALOR/SMCS

A taxa de desocupação no país atingiu a marca de 13,8% no trimestre de maio a julho deste ano, o que representa a maior taxa da série histórica do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), iniciada em 2012.

Isso significa que cerca de 13,1 milhões de brasileiros estão na fila do emprego, aumento de 4,5% (561 mil pessoas) em relação ao mesmo período do ano passado. Entre maio e julho de 2019, a taxa de desemprego era de 11,8%.

Os dados, divulgados nesta quarta-feira (30/9), são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua). O levantamento é mais preciso que a Pnad Covid, que tem estimado o desemprego durante a pandemia.

A população ocupada recuou para 82 milhões, o menor contingente da série. A queda foi de 8,1% (menos 7,2 milhões pessoas) em relação ao trimestre anterior, e 12,3% (menos 11,6 milhões) frente ao mesmo período de 2019.

O nível de ocupação também foi o mais baixo da série, segundo dados do IBGE, atingindo 47,1%, o que representa uma queda de 4,5 pontos frente ao trimestre anterior e 7,6 pontos contra o mesmo trimestre do ano passado.

A analista da pesquisa do IBGE, Adriana Beringuy, explicou que as quedas no período da pandemia do novo coronavírus foram determinantes para os recordes negativos deste trimestre encerrado em julho.

“Os resultados das últimas cinco divulgações mostram uma retração muito grande na população ocupada. É um acúmulo de perdas que leva a esses patamares negativos”, afirmou a especialista do instituto.

Na comparação com o trimestre terminado em abril, a população ocupada diminuiu em oito dos 10 grupamentos de atividades analisados. A ocupação em alojamento e alimentação caiu 23,2%, com menos 1,1 milhão de empregados.

Outro indicador que está no menor patamar na série é a força de trabalho (pessoas ocupadas e desocupadas), que chegou a 95,2 milhões de pessoas, com queda de 6,8% (ou 6,9 milhões) frente ao trimestre anterior.

Já a população fora da força de trabalho atingiu o recorde da série e chegou a 79 milhões de pessoas – mais 8 milhões em relação ao trimestre anterior e mais 14,1 milhões frente ao mesmo trimestre de 2019.

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