Sindicato das escolas particulares recorre na justiça pela volta as aulas

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Sinepe pediu reconsideração da sentença e diz que retorno é seguro porque colégios se prepararam para receber os alunos
RAFAELA FELICCIANO/METRÓPOLES

MANOELA ALCÂNTARA
manoela.alcantara@metropoles.com

SAULO ARAÚJO
saulo.araujo@metropoles.com
28/07/2020 0:14,
ATUALIZADO 28/07/2020 0:20

OSindicato dos Estabelecimentos Particulares de Ensino do Distrito Federal (Sinepe) recorreu, na noite desta segunda-feira (27/7), da decisão da Justiça que cancelou a volta das aulas presenciais nas escolas privadas da capital do país.

Em ação civil pública impetrada no Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região, a entidade requer “a reconsideração da sentença que suspendeu o retorno das atividades de ensino presencial para que o Decreto 40.939/2020 seja restabelecido em sua plenitude”.

Ainda pela manhã, ao Metrópoles, o presidente do Sinepe, Álvaro Domingues, disse que a medida afeta setor. “A gente lamenta a incapacidade do tribunal de compreender a nossa proposta. Eles prejudica muitas escolas e famílias que precisam dessas instituições”, ressaltou.

Na petição endereçada ao juiz da 6ª Vara do Trabalho de Brasília, o Sinepe argumenta que foram discutidos protocolos de retorno seguro, impactos nas atividades letivas, medidas sanitárias e métodos a serem estabelecidos nas novas rotinas de trabalho.

“Além disso, as escolas particulares fizeram ampla pesquisa na comunidade escolar, para possibilitar o retorno das atividades presenciais em consenso com os pais dos alunos. Por meio dela, constatou-se que 30% dos responsáveis desejam a volta das aulas presenciais. Com esses dados foi possível às escolas elaborarem protocolos de retorno em total atenção aos cuidados necessários com alunos e profissionais”.

Veja a ação civil pública na íntegra:

Sinepe recorre da decisão que impede volta das aulas no DF by Metropoles on Scribd

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Decisão judicial
No último sábado (25/7), uma decisão do juiz Gustavo Carvalho Chehab do TRT-10 atendeu parcialmente a uma ação pública ajuizada pelo Ministério Público do Trabalho e Territórios (MPT-DF) para suspender o retorno das aulas presenciais na rede particular no DF.

Para os procuradores do MPT, “permitir o retorno às aulas em 27 de julho é atribuir tratamento flagrantemente discriminatório aos trabalhadores da rede particular de ensino. As vidas deles (professores, pedagogos, auxiliares administrativos, psicólogos, assistentes sociais, profissionais das áreas de limpeza, cocção e segurança, sejam eles empregados diretos ou terceirizados) têm igual valor às vidas dos trabalhadores da rede pública”, ressaltaram

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