Professores do DF tentam invadir o Buriti após decisão de manter greve.

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Keven Garcia
keven.garcia@jornaldebrasilia.com.br

Mesmo após o Tribunal de Justiça considerar a greve dos professores da rede pública do Distrito Federal ilegal e determinar a volta imediata às atividades, a categoria decidiu manter a paralisação em assembleia realizada na manhã desta quarta-feira (29), em frente ao Palácio do Buriti. De acordo com a Polícia Militar, cerca de mil pessoas se reuniram no local.

No decorrer da movimentação, os manifestantes tentaram invadir o Palácio do Buriti, intimidando policiais e funcionários do local. Segundo eles, o objetivo foi chamar a atenção do governo. No momento, o grupo ocupada o gramado do prédio e gritam: “A greve continua! Rollemberg, a culpa é sua”.

A greve não tem data para terminar. “Quem decide o término da paralisação é a nossa categoria. Nós iremos resistir até quando os professores decidirem, em assembleia, que é hora de acabar”, pontuou a diretora do Sindicato dos Professores (Sinpro), Letícia Montandon.

 

Uma das representantes do movimento, Rosilene Correia, afirmou que a categoria irá continuar reivindicando os direitos dos professores e lurando contra a Reforma da Previdência. “Nós estamos no terceiro ano deste governo sem nenhuma atualização salarial. Os prejuízos se arrastam de um ano para o outro. A categoria dos professores continua sendo uma das que mantem o menor salário de nível superior. A lei é estabelecer a média de todas e equiparar o nosso salário à essa média. E é isso que está em pauta, mas infelizmente o governo não abre discussão, não há nenhum avanço e nenhum número foi apresentado”, ponderou Rosilene.

O movimento contou também com a presença de professores, alunos e demais profissionais da área. A União dos Estudantes Secundaristas do GDF foi representada pela estudante Raquel Gomes, do Centro de Ensino Médio 03 do Gama. “Estamos aqui pois a juventude está consciente dos malefícios e danos que sofremos por não ter um professor de qualidade e, muitas vezes, desmotivado. Queremos salas de aula de qualidade, educação de qualidade”, afirmou a estudante.

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