“Pai, mamãe está machucada”, diz filho de mulher que morreu ao protegê-lo

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O corpo de Ana Cristina da Silva chegou ao Instituto Médico Legal (IML) nesta quinta-feira (27/8), por volta das 11h35

O companheiro de Ana Cristina da Silva, 25 anos, morta após ser baleada durante um confronto no Complexo de São Carlos, no Rio de Janeiro, na noite dessa quarta-feira (26/8), afirmou que o filho ainda pergunta pela mãe. As informações são do jornal O Globo.

“Ele ficou todo sujo de sangue aqui, no peito. Ficou me dizendo: ‘papai, mamãe está machucada na cabeça’, e fica perguntando por ela”, desabafou Edson de Melo Brito.

O corpo de Ana Cristina chegou ao Instituto Médico Legal (IML) nesta quinta-feira (27/8), por volta das 11h35. Segundo a cunhada da jovem, ela foi atingida duas vezes ao tentar proteger o filho, fazendo um escudo sobre a criança de 3 anos.

“Na hora do tiroteio, estava passando uma mulher de carro, e ela não pensou duas vezes para pedir para entrar. Assim que entrou, não sei qual foi o pensamento dos bandidos, mas atiraram no carro”, relatou Vânia Brito.

“Meu irmão tentou entrar em contato com os bombeiros, mas como estava tendo bastante tiroteio, acredito que foi por isso que eles não foram socorrer. Demorou uma hora, e ela estava perdendo muito sangue”, relembrou a cunhada de Ana Cristina.

Ao Metrópoles, a corporação informou que chegou a ser acionada para atender a ocorrência, mas não conseguiu subir no morro devido ao confronto entre facções criminosas.

A cunhada relatou que o filho ainda pergunta aos familiares que horas a mãe chegará em casa. “Hoje de manhã ele estava perguntando que horas a mãe dele ia chegar. Como ele presenciou, sabe que a mãe dele foi machucada. Fica ligando para o meu irmão, perguntando como ela está no hospital, se ‘mamãe está bem’”, disse.

“A gente não sabe como vai lidar com isso ainda. Uma criança presenciar a mãe morrer em cima dela para protegê-la, acho que vai ser um trauma que ele vai carregar para o resto da vida. Ele ficou coberto de sangue”, afirmou Vânia.

Socorro

A família esperou por socorro do Corpo de Bombeiros por mais de uma hora, mas a vítima acabou sendo levada ao hospital por moradores da cidade. Entretanto, não resistiu aos ferimentos.

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