O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que a vacina contra o novo coronavírus deverá ser distribuída no país ainda na próxima semana, mesmo que não tenha sido liberada para uso. “O mundo inteiro está sofrendo e nós estamos arredondando a curva. As vacinas serão entregues na semana que vem ou na seguinte”, disse Trump em discurso. Trump afirmou que a imunização deverá começar por médicos e idosos. A declaração do presidente foi feita durante o feriado de Ação de Graças, nessa quinta-feira (27). Ele afirmou, ainda, que a vacinação em tempo recorde é mérito de sua gestão. “Joe Biden falhou com a gripe suína, H1N1. Não deixem ele levar os créditos pelas vacinas porque as vacinas são minhas, eu pressionei as pessoas como elas nunca foram pressionadas antes e nós conseguimos as aprovações”, afirmou o presidente.

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Questionados sobre alta nos casos do país, diretores da entidade afirmam que é necessário transmitir mensagens claras à população

ATUALIZADO 27/11/2020 16:51

Calçada lotada de pedestres em São PauloFÁBIO VIEIRA/ESPECIAL METRÓPOLES
Em entrevista coletiva na tarde desta sexta-feira (27/11), os diretores da Organização Mundial de Saúde (OMS) afirmaram que os países da América Latina estão registrando aumento no número de casos de Covid-19.

Segundo o diretor de emergências da entidade, Michael Ryan, no caso específico do Brasil, o sistema de saúde conseguiu absorver a “pancada” da primeira onda “de forma maravilhosa”, mas, com a fadiga dos profissionais de saúde, “não podemos assumir que conseguirá mais uma vez”.

Ryan alertou ainda para a necessidade de proteger os trabalhadores da linha de frente para que consigam lidar com a alta nos casos. “Se voltarmos para uma situação de UTIs lotadas, a mortalidade vai crescer. Precisamos agir rapidamente, de forma mais consistente e colaborativa. Na primeira vez, tínhamos a desculpa de que estávamos aprendendo, adaptando, testando o que a população aceitaria. Mas, na segunda, precisamos agir melhor”, frisou.

Lições da Europa

Ryan afirmou ainda que o Brasil pode aprender com o que vem acontecendo na segunda onda da Europa e da América do Norte para evitar que o cenário da primeira onda se repita. Segundo ele, os governos estão lidando com o surto de forma muito mais eficiente desta vez.

“É preciso tomar ações decisivas para reduzir a transmissão. Por isso, é preciso a compreensão das pessoas sobre o distanciamento social, uso de máscara e importância da higiene. É difícil, principalmente em áreas muito populosas, onde as pessoas precisam sair de casa para se sustentar”, pontuou o diretor.

Porém, ele ensinou que, quando é feita uma intervenção com base na sociedade e as pessoas estão envolvidas, o quadro de transmissão é capaz de mudar rapidamente. “A Europa melhorou a consistência das mensagens, e as populações precisam receber informações claras”, afirma.

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