Mulher alcoolizada que atropelou e matou rapaz: “Não me sinto culpada”

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Márcia estava em restaurante, onde ingeriu bebida alcoólica, antes da colisão que tirou a vida de Lucas Ribeiro dos Reis

ATUALIZADO 11/08/2020 15:39

Lucas Ribeiro dos Reis, 24 anosREPRODUÇÃO/REDES SOCIAIS

Envolvida no acidente que resultou na morte de Lucas Ribeiro dos Reis (foto em destaque), de 24 anos, Márcia Eli da Silva Faustino afirmou ao Metrópoles que não teve culpa do desastre. A mulher, de 55 anos, era quem conduzia o Renault Duster que colidiu com a moto de Lucas, na Estrada Parque Núcleo Bandeirante (EPNB), na madrugada de sábado (8/8).

Após o acidente que culminou na morte do jovem, Márcia foi encaminhada ao Hospital Base de Brasília (IHBB) por ter pó de vidro nos olhos. Na unidade foi comprovada a ingestão de bebida alcoólica pela condutora que, após liberação médica, acabou autuada em flagrante e levada à 11ª Delegacia de Polícia.

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Ela foi liberada provisoriamente no domingo (9/8), sem a necessidade de pagar fiança, e terá de usar tornozeleira eletrônica. Márcia reclama da vigilância.

“Não sou bandida de alta periculosidade. Achei que isso foi desnecessário, pois vi pessoas piores com a Justiça saindo sem essa tornozeleira”, reclama Márcia.

Servidora da Secretaria de Saúde do estado de Goiás, ela não entende o porquê de ter que usar o rastreamento. “Como eu vou trabalhar com uma tornozeleira eletrônica? Eu não vou fugir para lugar nenhum, moro no [Núcleo] Bandeirante há mais de 20 anos, é minha residência fixa”, questiona.

Isso foi um acidente, não foi culpa minha. Não me sinto culpada

MARCIA ELI DA SILVA FAUSTINO, MOTORISTA DO CARRO QUE ATINGIU E MATOU LUCAS RIBEIRO DOS REIS

Além de ter que usar a tornozeleira, Márcia agora está impedida de frequentar bares e lugares congêneres na cidade, após decisão da Justiça, nessa segunda-feira (10/8). Era justamente de um estabelecimento do tipo que a servidora saiu antes do acidente. “Eu estava saindo da inauguração de um restaurante, não estava bêbada, caindo. Eu estava consciente”, alega.

Explicações

Apesar de morar próximo ao local, Márcia afirma que levava outras duas amigas para casa e depois retornaria para a própria residência, quando colidiu com Lucas. A batida ocorreu em um cruzamento da via, no qual, pelo horário, o semáforo estava intermitente.

“Quando cruzei a pista, esse motoqueiro, acho que estava vindo em alta velocidade, não teve tempo de desviar do meu carro. Quase ele pega minha porta. E se ele pega na minha porta, os policiais falaram, eu estaria morta agora, tamanha a violência da batida dele na lateral do meu carro”, conta sua versão.

Apesar de lamentar a morte do rapaz e reconhecer o sofrimento da família, a mulher de 55 anos se diz inocente. “Isso foi um acidente, não foi culpa minha. Não me sinto culpada.”

Apesar de o resultado da perícia ainda não ter saído, Márcia questiona a velocidade com a qual Lucas pilotava. “Eu quero saber sobre a pessoa que estava na moto. Por que ela não diminuiu a velocidade? Se ela estivesse em baixa velocidade, poderia ter desviado do meu carro. É isso que eu estou pensando direto. Por que as pessoas só querem me questionar, mas e a outra pessoa que veio a óbito?” argumenta.

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