Justiça mantém prisão de motorista de aplicativo que atropelou homem após discussão em Ceilândia

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A Justiça do Distrito Federal decidiu manter a prisão preventiva do motorista de aplicativo que atropelou e matou um homem após uma discussão. O caso aconteceu na QNM 2, em Ceilândia, próximo à 15ª Delegacia de Polícia, em novembro do ano passado. Segundo a polícia, o homicídio teria ocorrido após autor e vítima discutirem por causa de um copo de bebida alcoólica dentro do veículo.
O réu responde pelo crime de homicídio qualificado. Para justificar a manutenção da prisão, a juíza Maria Rita Teizen Marques de Oliveira lembrou que o delito teria ocorrido por motivação supostamente fútil, pois o desentendimento teria começado pelo “fato de a vítima portar, no interior do veículo, um copo contendo bebida alcoólica”.

De acordo com a magistrada, “Pelo que dos autos consta, o acusado, motorista de aplicativo, teria atropelado a vítima e, em seguida, ainda se utilizando de seu veículo, teria a imprensado contra um quiosque, cujos variados ferimentos ocasionaram sua morte. (…) Destaque-se que o crime ainda teria sido praticado por meio cruel (…) e mediante recurso que dificultou sua defesa, crime hediondo, portanto”, concluiu.

O caso

O homem estava com sua companheira quando o crime ocorreu. O casal seguia para um bar quando chamou o motorista pelo aplicativo. No veículo, no entanto, houve uma discussão sobre o transporte de bebida alcoólica. O condutor encerrou a corrida antes de chegar ao destino e, irritado, acelerou o carro e tentou passar por cima da vítima. Na segunda tentativa, o homem teve o corpo prensado na parede. O rapaz não resistiu aos ferimentos e morreu, antes da chegada do socorro. Após o crime, o motorista, que não tinha passagem pela polícia, se apresentou espontaneamente à 15ª Delegacia de Polícia (Ceilândia).

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