DF atinge menor taxa de isolamento social na pandemia da Covid-19, diz GDF

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Segundo Casa Civil, índice de participação popular foi de 37,21% nessa quinta-feira. Na véspera, DF registrou 158 pontos de aglomeração

O Distrito Federal atingiu a menor taxa de isolamento social durante a pandemia do novo coronavírus, segundo monitoramento da Casa Civil. Nessa quinta-feira (18/06), o índice de participação popular foi de, apenas, 37,21%.

A taxa está a aproximadamente seis pontos percentuais do índice registrado antes do começo da pandemia, em 15 de fevereiro, e do início da determinação pelo isolamento social. Na data, estavam em casa 31,6% dos moradores do DF. Segundo a Casa Civil, a maior taxa de adesão foi de 65,6%, registrada 22 de março.

“Para falar a verdade, 37,21% é o índice mais baixo desde o começo da pandemia. Não tem nada mais baixo na avaliação do governo”, ressaltou o subsecretário de Inovação da Casa Civil, Paulo Medeiro.

Confira os dados:

W3 sul é interditada para veículos e aberta para o lazer pela primeira vez
A via W3 começou a ser aproveitada pela população desde cedoRafaela Felicciano/Metrópoles

Tabela
DF registrou taxa de isolamento social de 37,21%. Confira os números em cada cidadeMaterial cedido ao Metrópoles

Mapa do DF
Mapa dos pontos de aglomeração no DFMaterial cedido ao Metrópoles

Estrutural teve o menor índice de isolamento social em 18/06: adesão de apenas 26%Hugo Barreto/Metrópoles

Pessoas na rua
Ceilândia é uma das cidades onde a pandemia é mais severa no DF Hugo Barreto/Metrópoles

Ambulantes ocupam as ruas de Brasília em periodo de pandemia
Ambulantes tomaram as ruas do Setor Comercial SulHugo Barreto/Metrópoles

Militar fazendo desinfecção do Hran
Segundo profissionais de saúde, hospitais se tornaram foco de transmissão da doençaRafaela Felicciano/Metrópoles

Pessoas se protegem do coronavírus no DF usando máscara
Pessoas se protegem do coronavírus no DF usando máscaraHugo Barreto/Metrópoles

ciclistas no parque da cidade
Decreto restringe veículos nos parques do DF. No da Cidade, Detran fecha entrada, e ciclistas utilizam as pistasRafaela Felicciano/Metrópoles

W3 sul é interditada para veículos e aberta para o lazer pela primeira vez
A via W3 começou a ser aproveitada pela população desde cedoRafaela Felicciano/Metrópoles

Tabela
DF registrou taxa de isolamento social de 37,21%. Confira os números em cada cidadeMaterial cedido ao Metrópoles

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Conforme o levantamento da Casa Civil, as menores adesões ao isolamento foram verificadas na Estrutural (26%), Pôr do Sol (31%), Ceilândia (33%) e Planaltina (35%).

Na quarta-feira, o Ministério Público do DF e Territórios (MPDFT) acionou a Justiça para que o GDF garanta a manutenção da taxa de isolamento social em 60%, a fim de preservar a saúde da população.

Aglomerações
A Casa Civil também monitora as aglomerações nas cidades, em áreas de 3 mil m². Na quarta-feira (17/06), o governo registrou 158 locais com multidões em todo o DF.

“São 100 ou mais pessoas em um espaço menor do que 400 m². Ou seja, não mantêm o distanciamento social”, disse o subsecretário Paulo Medeiro.

Os locais com maiores aglomerações foram Planaltina, Sobradinho II e Gama. Tiveram, respectivamente, 15, 14 e 12 pontos com multidões registrados.

Risco na periferia
Na avaliação de Medeiro, a situação do DF ainda está sob controle. A preocupação do governo é com a periferia e regiões carentes, a exemplo da Estrutural, Ceilândia e Planaltina. Nesses locais, a taxa de adesão ao isolamento é baixa e há muitas aglomerações de pessoas.

Nesse sentido, o Governo do DF (GDF) vai reforçar as ações de conscientização da população. A Casa Civil começará a fazer o mapeamento nos estabelecimentos comerciais, supermercados, empresas, bancos e até em condomínios.

“Nessas regiões com menor isolamento, o uso da máscara está indevido. A pessoa usa máscara no pescoço”, alertou o representante da Casa Civil. Para reaquecer a economia, o governo colocou em marcha medidas de flexibilização de atividades, até há pouco tempo suspensas.

“Muita gente confundiu a flexibilização com a redução das defesas sanitárias. Uma coisa não tem nada a ver com a outra”, pontuou Paulo Medeiro.

“O comércio pode abrir. Mas a gente tem que continuar ficando em casa, se necessário. E, se sair, usar a máscara e manter o distanciamento entre as pessoas. Se a gente fizer isso, consegue manter a economia e a curva de contaminação achatada”, explicou.

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