Com 25% do corpo queimado, mãe que perdeu filho em incêndio no DF ficará 30 dias internada

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Luzinete Barbosa passa por procedimentos de recuperação e cicatrização da pele no Hospital Regional da Asa Norte (Hran)

ATUALIZADO 16/10/2020 7:53

REPRODUÇÃO
Em 5 de outubro, Luzinete Barbosa, 49 anos, viveu um pesadelo. A mãe do menino Leonardo Henrique Pereira da Costa lançou-se às chamas para tentar salvar o filho de um incêndio, em Planaltina. Os dois estavam hospedados na casa da avó e matriarca da família, a pastora Maria das Graças, quando a residência pegou fogo.

Dez dias depois da tragédia, Luzinete passa por procedimentos de recuperação e cicatrização da pele no Hospital Regional da Asa Norte (Hran). Segundo uma amiga da família, que acompanha a recuperação da mulher, o procedimento é delicado, e a paciente precisa estar sedada.

Segundo ela, a previsão dos médicos é de que Luzinete possa sair do hospital em 30 dias, a depender da recuperação do corpo. “Mas achamos que ela vai sair antes, ela se esforça bastante”, contou.

“Luzinete tem sido muito bem assistida por toda a equipe do Hran, no Setor de Queimados. Médicos, enfermeiros, terapeutas etc. Fazem um excelente trabalho”, revela a amiga.

Luzinete teve 25% do corpo queimado no incêndio e sofreu queimaduras de 1º e 2º graus. Nesta sexta-feira (17/10), ela vai repetir o procedimento de cicatrização, que consiste na retirada de partes da pele danificada, seguido de uma raspagem, mais aplicação de curativos.

Trabalho missionário

Leonardo foi enterrado no dia 7 deste mês, sem a presença da mãe e da avó. Familiares e vizinhos lembram-se de Leonardo como um garoto muito esperto e educado, que tinham muitos amigos.

“É um perda que não tem explicação. O garoto era inteligente, bacana, alto astral, supereducado, querido em todo o nosso condomínio. Agora, ele tá no céu”, lamentou o confeiteiro Paulo Moisés, 23 anos, irmão mais velho de Leonardo.

A avó, Maria das Graças, perdeu a casa no incêndio. Desde então, vem contando com a ajuda de membros da igreja e vizinhos. “Cada um está doando o que pode, uns em dinheiro, outros em roupas, cesta básica”, destaca.

Segundo a pastora, graças às doações de fiéis, ela pagou o aluguel da igreja, apesar de ainda não ter conseguido um novo lar. “A gente faz um trabalho missionário, não é só alimento e roupa, mas um pouco da gente, não tem como parar. Enquanto estamos vivos, a gente segue em frente”, afirma.

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