Aos 108 anos, idosa se recupera da Covid-19: “Ela tem muita fé”, diz neta

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Paciente foi internada em 21 de dezembro, mas passou o Natal e o Ano-Novo com a família. Agora, ela se recupera na casa de uma das filhas

ATUALIZADO 08/01/2021 12:38

idosa de 108 anos vence a covid-19 em maceióSECRETARIA DE SAÚDE DE ALAGOAS/DIVULGAÇÃO
Apesar de a Covid-19 ser mais perigosa para idosos, uma mulher de 108 anos conseguiu vencer a infecção, após dias de muita luta. Clotilde Maria da Silva, natural de Alagoas (AL), identificou os primeiros sintomas do coronavírus em dezembro. Após se sentir mais cansada que o normal, Clotilde foi levada pela família a uma farmácia em Messias, cidade localizada a 37 km da capital alagoana, Maceió.

Por apresentar saturação baixa, Clotilde não foi autorizada a fazer o teste RT-PCR (em que o material é coletado da nasofaringe por swab). A farmacêutica, então, aconselhou a família a encaminhar a idosa a um posto de saúde. Isso porque pacientes com saturação de oxigênio menor que 95% podem apresentar casos graves de Covid-19 e estão mais propensos a desenvolver problemas sérios, como a insuficiência respiratória aguda grave.

Em entrevista ao jornal Folha de São Paulo, Simone da Silva, 40 anos, neta de Clotilde, disse que a família estava apreensiva com a ideia de levar a idosa à Unidade de Pronto Atendimento (UPA). “Tínhamos receio de ela ser contaminada ao ir para um desses ambientes”, justificou. Mesmo assim, Clotilde foi para o posto de saúde e fez o teste rápido para detectar o coronavírus. O resultado foi positivo.

A partir daí, Clotilde e sua família começaram uma odisseia para dar início ao tratamento. Todos viajaram para Maceió, com o objetivo que a paciente fosse internada em uma UPA até que seu quadro se estabilizasse. Em seguida, ela foi encaminhada para o Hospital Metropolitano de Alagoas.

A idosa foi internada no hospital de Maceió em 21 de dezembro, mas passou o Natal e o Ano-Novo ao lado da família. “A saturação baixava de vez em quando e nós ficávamos morrendo de medo. Ainda bem que pudemos ficar com o celular, porque aí mantivemos o contato com o pessoal de fora”, disse Simone.

Clotilde precisou receber oxigênio, mas não houve necessidade de intubação. Por causa da idade avançada, contudo, a idosa não chegou a ter noção da gravidade do próprio quadro, de acordo com Simone.

Assim como seu irmão, que faleceu aos 110 anos, Clotilde provou ser resistente. Hoje, recuperada da doença, ela caminha e canta constantemente, segundo a neta. “Ela ainda canta aqui em casa as músicas que ouvia quando era nova. E ela é uma pessoa de muita fé. Antes da pandemia, sempre viajávamos com ela para Juazeiro do Norte (CE) por causa da devoção dela ao Padre Cícero”, contou Simone. Clotilde vive hoje na casa de uma das filhas, em Maceió.

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