Advogado afirma que governo do Paraguai fez passaporte falso de Ronaldinho

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“Ele foi usado como cortina de fumaça pelas autoridades paraguaias para encobrir algo maior”, constou a defesa do ex-jogador

ATUALIZADO 26/08/2020 19:44

Ronaldinho GaúchoDIVULGAÇÃO
Oadvogado Sérgio Queiroz, responsável pela defesa de Ronaldinho Gaúcho no Paraguai, concedeu entrevista ao blog de Guilherme Amado ao retornar ao Brasil. Ele revelou que o ex-jogador está com sentimento de injustiça e afirmou que “Ronaldo é vítima”.

“Ele foi usado como cortina de fumaça pelas autoridades paraguaias para encobrir algo maior”, constou o advogado e explicou o que de fato teria ocorrido. “As pessoas que convidaram Ronaldo e Assis entregaram os passaportes prontos. Eles não sabiam que eram falsos.”

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“Os documentos foram produzidos dentro do governo Paraguai e uma das investigadas, uma brasileira, foi ao Paraguai pegar os documentos e trouxe para o Brasil, quando eles foram entregues aos dois, para que eles pudessem entrar no país. Não é como se eu fosse numa lan house, imprimisse um documento falso e usasse para entrar no país. Os passaportes falsos desse esquema eram feitos e saíam adulterados do próprio governo paraguaio” esclareceu Queiroz.

A defesa revelou ainda que chegaram a pedir dinheiro a Ronaldinho em troca da solução do caso. “Nenhuma autoridade nos procurou diretamente pedindo propina. Existiam muitos aventureiros, intermediários que chegavam vendendo todo tipo de facilidade. Pedidos de dinheiro para resolver tudo. Houve quem pedisse 200 mil dólares, 300 mil e até um pedido de 1 milhão.

Detidos em Assunção desde 6 de março, Ronaldinho e o irmão foram libertados na última segunda-feira (24/8) e já voltaram ao Brasil nessa terça-feira (25/8). Eles desembarcaram no Rio de Janeiro e receberam o apoio de fãs no aeroporto.

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