Mãe de crianças espancadas em Planaltina (GO) terá prisão domiciliar no DF

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Em julgamento, na noite de terça-feira (4/6), a Justiça determinou um novo endereço para o cumprimento da pena, agora em Planaltina (DF)
CC Caroline Cintra
postado em 05/06/2019 16:04 / atualizado em 05/06/2019 16:16
A mãe das cinco crianças passou por julgamento na noite de terça-feira (4/6)(foto: Vinicius Cardoso Vieira/Esp. CB/D.A Press)
A mãe das cinco crianças passou por julgamento na noite de terça-feira (4/6)
(foto: Vinicius Cardoso Vieira/Esp. CB/D.A Press)
A Justiça decidiu manter a prisão domiciliar da mãe das crianças espancadas pela tia, de 17 anos, em Planaltina de Goiás (GO). No entanto, o endereço no qual ela deve cumprir a pena, que antes era no município goiano, mudou para Planaltina (DF). A decisão partiu da juíza de direito Léa Martins Sales Ciarlini, após pedido da defesa da mulher, durante julgamento na noite de terça-feira (4/6).

A mãe das cinco crianças estava presa preventivamente por tráfico de drogas desde fevereiro. A pena foi convertida em domiciliar durante audiência de custódia na última sexta-feira (31/5). O pedido foi apresentado pela Defensoria Pública e pelo Ministério Público. O pai das crianças, que foi preso pelo mesmo crime, também em fevereiro, continua cumprindo a pena preventivamente.

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Assim que teve a liberdade concedida pela Justiça, a mulher visitou os filhos. No último sábado (1º/6), ela esteve em um abrigo em Planaltina de Goiás, onde estão os filhos de 1 ano e de 9 anos, e no Hospital da Criança, onde a filha de 3 anos se recupera de fraturas no braço e nos dedos das mãos. A menina de 7 anos, não resistiu às agressões e morreu na quarta-feira (29/5) e o adolescente, de 12, continua sob responsabilidade do Conselho Tutelar.

Relembre o caso
Após a prisão dos pais, em fevereiro, por tráfico de drogas, os filhos de 1, 3, 7 e 9 anos passaram a morar com a tia adolescente, de 17, e Bruno Diocleciano da Silva, 19, namorado dela, em uma barraco no Setor Aeroporto, na periferia de Planaltina de Goiás. Durante o período de quatro meses, o casal agredia as crianças constantemente.

Na quarta-feira (29/5), as agressões foram descobertas após a menina de 3 anos pedir comida a um vizinho. Irritada com a atitude da sobrinha, a adolescente teria começado a bater na pequena, que começou a gritar. O morador de um lote ao lado ouviu e denunciou o caso à polícia. Quando as autoridades chegaram ao local, a criança já estava morta. Ela foi enterrada no Cemitério de Planaltina, em 1º de junho, sob forte comoção de amigos e familiares.

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