Estudantes envolvidos no acidente na BR-251 terão tratamento psicológico

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Estudantes envolvidos no acidente na BR-251 terão tratamento psicológico
Por conta do acidente, nesta segunda-feira (12/3), não houve aula no Centro Educacional PAD-DF, no Paranoá; colisão deixou dois mortos e 16 feridos.
CB Correio Braziliense
postado em 12/03/2019 18:25 / atualizado em 12/03/2019 18:40
Ver galeria . 13 Fotos Ana Rayssa/Esp. CB/D.A Press
(foto: Ana Rayssa/Esp. CB/D.A Press )

Os estudantes que estavam no acidente entre um carro e um ônibus escolar em um trecho da BR-251 receberão atendimento psicológico, segundo a regional de ensino do Paranoá. Por conta do da colisão, nesta segunda-feira (12/3), não houve aula no Centro Educacional PAD-DF, no Paranoá.

O acidente deixou dois mortos e 16 feridos. Apesar dos ferimentos, a Secretaria de Educação informou que não há diagnóstico que indique risco de vida em nenhum dos jovens. Médicos do Instituto Hospital de Base afirmaram que, caso os estudantes não tivessem usando cinto de segurança na hora da colisão, os ferimentos seriam ainda mais grave.

Adolescente Luis Fernando Brito, 17, com o tio Valmir Neres, 35. O jovem estava no ônibus na hora do acidente (foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press )
Adolescente Luis Fernando Brito, 17, com o tio Valmir Neres, 35. O jovem estava no ônibus na hora do acidente
(foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press )

O adolescente Luis Fernando Brito dos Santos, 17, conta que na hora do impacto só se via poeira e ouvia-se gritos de medo. “Foi muito assustador. Nem acredito que só machuquei o queixo, fiquei com muito medo. O sangue me assustou”, disse.

O tio do jovem, Valmir Neres dos Santos, 35, estava em uma agência do INSS que fica na esquina do Base quando soube do acidente. “Minha sogra ligou e a notícia que tinha era que as três pessoas que morreram estavam estavam no ônibus. A família toda já pensou o pior. Logo vim para o Base porque imaginei que alguns feridos viriam para cá. Ainda bem que ele está bem agora”, comemora o bombeiro civil.

As duas pessoas que morreram são Carla Machado, 40 anos, e Rosimeire Rodrigues da Silva, 32, ambas servidoras da secretaria de Saúde do DF. Elas estavam em um Corolla branco. O motorista do ônibus foi avaliado e não necessitou ser hospitalizado. Ele fez o teste do bafômetro e o resultado foi negativo, portanto, ele não estava alcoolizado.

Em nota, a Secretaria de Saúde lamentou a morte das duas mulheres. A pasta ainda informou que Carla e Rosimeire eram profissionais da secretaria, ambas técnicas de higiene bucal.

A Secretaria de Educação também se posicionou sobre o assunto. O texto divulgado pela pasta ressalta que os estudantes estão bem e que 13 sofreram escoriações leves.

A colisão frontal destruiu a frente dos dois veículos. A pista onde ocorreu o acidente não é duplicada e teve de ser completamente bloqueada. Equipes do Corpo de Bombeiros e Polícia Rodoviária Federal (PRF) prestaram socorro. Um helicóptero foi usado para o resgate das vítimas.

O representante da empresa de ônibus, Geraldo Pereira, acredita que o acidente foi uma fatalidade. “Em 10 anos de atuação, já vivemos situações perigosas. É uma rodovia de mão dupla. Infelizmente o motorista não teve como desviar”, disse. Segundo Geraldo, o condutor do ônibus relatou que a condutora do carro de passeio tentava uma ultrapassagem, quando bateu de frente com o ônibus, que vinha no sentido oposto.

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